as viagens da minha vida #1

Uma viagem em uma foto.
San Diego, California, 2006. Presente de 15 anos dos meus pais. Eu tinha duas opções: Disney ou festa de 15 anos. Não queria nenhuma. Consegui encaixar mais uma opção, com a desculpa de fazer um curso de inglês. Eu só queria ir para algum lugar com praia. Bizarro como hoje em dia essa jamais seria minha escolha, mas eu era surfer girl. Pipeline está aí como prova disso. Na agência de viagens me falaram de San Diego. Nunca tinha ouvido falar. Fui. Convenci um amigo a ir comigo. Meu amigo até hoje. Dos melhores. 
Parece que foi há 100 anos atrás. Os 20 reais que minha avó me deu para eu comprar "alguma coisinha lá". Na época 20 reais girava em torno de 8 ou 9 dólares. Guardei no lugar reservado na carteira para o dinheiro que ganhamos dos avós, aquele que você só gasta para alguma coisa muito importante. Lembro de não ter planejado absolutamente nada. De nem saber direito o que tinha em San Diego. Da preocupação dos meus pais em eu passar um mês sozinha, com 15 anos, em outro país. E eu não estar nem aí, só querer entrar no avião, uhul. E aí entrar no avião e pensar "Putz, agora f*deu. Ainda dá pra voltar atrás?".
Chegar nos Estados Unidos e descobrir que ainda tinha que pegar um voo de mais 6 horas. E ter que encontrar o portão de embarque num aeroporto que tinha até metrô próprio, de tão grande que era. E eu nunca tinha andado de metrô. Achar que ia morrer sufocada dentro do avião. O muçulmano da poltrona do lado que estava fazendo palavras cruzadas em símbolos. Chorar no banheiro, fingindo que era por falta de ar, mas na verdade era de medo. 
Chegar em Los Angeles. Sair do verão para chegar no inverno. As malas não chegarem. Encontrar uma das malas num cantinho, sozinha, perdida. Reencontrar minha amiga depois de 3 anos. Golden Coast. Parar num Mc Donald's. Ter que fazer o pedido sozinha. Pedir um "number one" e só responder "yes, yes, yes" para todas as perguntas da atendente. Descobrir que pedi tudo super size.
Chegar em San Diego. Conhecer minha host family. O pai americano gorducho de bochechas rosadas. A mãe mexicana que falava alto demais. Os quatro irmãos: o irmão mais velho que trocou meia dúzia de palavras comigo. A irmã mais velha. A irmã mais nova que era igual a menina do seriado The Nanny. O irmão pequeno que gritava o tempo todo. A Rosita, labradora preta. Não lembro o nome de nenhum deles, só o da Rosita. A Rosita dormindo na minha poltrona.
O primeiro dia de aula. Ter que fazer a prova para ver em que nível estava e entrar num nível muito mais baixo do que eu esperava. Finalmente encontrar meu amigo que foi comigo. Ficar fofocando com ele na aula inaugural e ficar xingando em português a professora que ficava mandando a gente calar a boca. Descobrir que ela era brasileira. Descobrir que íamos ser colegas.
Acordar todo dia as 6 da manhã. Dar de cara com o irmão mal humorado tomando café. Tomar café com ele, sem falar nada. Pegar 2 ônibus e 1 trem para chegar na escola. Sair da aula meio perdido, sem saber pra onde ir. Meu amigo que conseguia se guiar sem mapa. Eu que não conseguia me guiar nem com mapa. Entender o funcionamento das ruas e avenidas, em números em ordem crescente ou em ordem alfabética decrescente. Decorar os nomes das ruas de uma avenida que eu passava de ônibus porque todas tinham nome de doces. A casa da esquina da rua Marshmallow era rosa bebê. 
O shopping aberto de Downtown. Westfield. Frequentar aquele lugar muito mais do que deveria. Comprar jogos para o meu Super Nintendo. Voltar e descobrir que os jogos eram para Nintendo 64. Ir no cinema ver Brokeback Mountain e pedir um balde de coca-cola e um balde de pipoca. Comer tudo. Na saída comer comida mexicana. Voltar pra casa tarde da noite pé ante pé para não acordar a host family.
Comprar um skate. Descobrir um novo meio de locomoção. Ir a pé mesmo assim até a parada de manhã cedo com medo de acordar os vizinhos com barulho. Me esborrachar em uma lomba. Rir do meu amigo que andava de skate como se estivesse fazendo ballet.
Descobrir o Balboa Park. Passar a tarde inteira lagarteando no sol no gramado mais verde que eu já vi. Admirar as pessoas fazendo yoga. O cara que tocava sax. A senhora sinistra que só nós vimos. Levar outras pessoas lá e ninguém entender porque gostamos tanto do lugar. Voltar lá muitas vezes.
Descobrir La Jolla e um novo gramado para lagartear. O ônibus que levava até La Jolla fazia o caminho da costa de San Diego. O pôr do sol no mar. A caverna dos leões marinhos. O medo que eu tive deles. O Starbucks da rua principal, com vista para o mar. Andar de skate nas ruas que ficavam na beira do mar. Sentar a cada 10 minutos para observar os surfistas nadando com os golfinhos. O friozinho. O melhor sorvete do mundo. 
Encostar em um golfinho no Sea World e ele sorrir e falar comigo. Descobrir que eles tem uma textura muito diferente do que eu imaginava. Ver o show da baleia orca e me emocionar. Conseguir filmar o ápice do show. Ver pandas no San Diego Zoo. O ataque de bichisse que meu amigo teve quando viu o panda e ali eu tive certeza que ele era gay. Ele "não era". Agora ele é.
As pessoas que eu conheci lá e não mantive contato. Os brasileiros ilegais. O surfista bonito. Achar que os amigos que fiz lá iam ser meus amigos para sempre. Nunca mais falar com eles. 
Um cara belíssimo pedindo meu skate emprestado para me mostrar umas manobras e eu com medo que ele roubasse. Passar por ele outro dia e ele cair um tombo na minha frente de skate e falar, em inglês, "o que um cara não faz para chamar a atenção de uma garota" e eu não entender e continuar andando. Entender 5 minutos depois e querer voltar. Não voltar.
Alugar um Mustang conversível e ir para Las Vegas. Ser a co-pilota e ficar 4 horas na estrada sem ter a mínima idéia se estávamos no caminho certo ou não. Não poder jogar. Não poder beber. Achar os cassinos sinistros. Entrar em um cassino e não ter a mínima idéia de há quanto tempo estávamos lá dentro. A montanha russa que saía de cima de um prédio e descia até o chão. O medo que eu tive dela. A montanha russa que durava 25 minutos. O brasileiro que nos deixou andar nela 3 vezes sem pagar. A Torre Eiffel e a Estátua da Liberdade. O show de águas do Bellagio. Lembrar de um milhão de filmes. Gastar muito dinheiro em serviço de quarto. A viagem interminável de volta.
Tijuana. A festa mais legal que eu já fui. Pagar mais por ser menor de idade. Ter que sair no meio da festa porque a polícia entrou e depois voltar. A japonesa que foi com a gente dançar até o chão em cima do balcão. A japonesa vomitar na alfândega, na volta. A sueca que passou a festa inteira gritando 'yeaaah'. Os shots de tequila free. Os americanos fazendo a dança do robô. Os mexicanos fazendo street dance. O porto riquenho que me deu uma rosa, Joseamid. O policial da fronteira me olhando com cara de desaprovação. Achar que tinha perdido o passaporte. Achar o passaporte. Voltar de trem de manhã consolando a japonesa enquanto ela vomitava.
Chorar de saudade. Ficar 3 dias sem ir na aula deitada na cama porque só conseguia pensar em voltar. Meu amigo me consolando. Meu amigo dizendo que voltava comigo se eu quisesse. Descobrir que era TPM.
Ir no cinema do Westfield assistir "When a stranger calls" com o porto riquenho. Ficar com muito medo do filme. Joseamid rir da minha cara. Descobrir que ele era da Marinha americana. Achar demais. Descobrir que ele estava indo viajar para ficar um ano fora dois dias depois. Achar ruim. Perguntar se ele queria que eu fosse lá abanar pra ele com um lencinho do porto quando ele fosse embora e ouvir um não. Achar engraçado que ele levou a sério. Ganhar dele no joguinho de arminhas do Playcenter. Descobrir que ele deixou eu ganhar. Nunca mais ver ele.
Não aguentar mais ver meu amigo. Trocar de turma só para não ter que ver mais ele. Fugir dele na aula. Depois descobrir que era recíproco e ele estava fazendo o mesmo.
Se perder feio e acabar gastando 150 dólares de táxi. Pegar carona com um ser assustador até a estação de trem e não ter trem naquele dia. Dormir no chão do hostel de uma amiga porque não tinha como voltar pra casa. A comida fedida no frigobar da koreana que dormia no mesmo quarto que ela. Emprestar um livro pra koreana e nunca mais ver. Não pagar o táxi porque o taxista era brasileiro. Conhecer um americano que já tinha vindo a Porto Alegre.
O brasileiro que conhecemos na beira da praia que mentiu ser americano mas sabia português. Os brasileiros que estavam ilegais. Odiar esse grupo de pessoas. Odiar ter que confraternizar com eles.
Os últimos dias e a sensação de que nunca íamos ter uma experiência igual. A despedida da família e o irmão mais novo chorando muito. A irmã mais velha me dando o abraço mais apertado do mundo. Meu pai fazendo ovos com bacon pra mim. Receber um cartão de "best host sister". Perder o cartão. Roubar as chaves. Fazer um desenho do Aladdin para a irmã mais velha. O pai dizendo para mantermos contato. Nunca mais falar com eles. A despedida do Balboa Park. A despedida de La Jolla. O Greyhound Bus que pegamos de San Diego até o aeroporto de Los Angeles. O mexicano que estava sentado do meu lado com um saco enorme cheio de frutas fedidas e que ficava me encarando o tempo todo. Dormir durante todo o voo de volta. Gastar os 20 reais da minha avó no Mc Donald's do aeroporto de São Paulo. Finalmente chegar em Porto Alegre. Rever a família com um aperto no coração.
Mudar. Novos princípios. Novos ideais. Novos projetos. A compreensão de que existe um mundo muito maior do que o nosso quadrado. Parar de me preocupar com bobagens. Parar com preconceitos. Conseguir me comunicar em inglês. Conhecer novas culturas. Parar de sentir medo de tudo. Achar que nunca mais ia me acostumar com o Brasilzão de novo. Me acostumar em 1 semana. Nunca mais andar de skate. Perder todas as fotos em um desastre eletrônico. Crescer. Perceber que aquela viagem ainda reflete em muitas escolhas minha. Perceber que aquela foi uma das viagens da minha vida.

Comentários

  1. Nooossa! E você tem muita coragem pra ir pra outro país com 15 anos e.. ( eu acho, com a incerteza de conseguir se comunicar). E tenho muita vontade de ir pra outro país, mas eu também tenho medo, aliás medo de tudo, eu ficaria doooida se eu me perdesse.
    Mas enfim, admiro muito você ter a coragem de ter ido...
    É isso bjs!!

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  2. acredita que eu li tudo? e adorei!!! viagens são assim e que bom que são, histórias pra guardar pra vida inteira.
    adicionei o ícone do seu blog no meu, achei tãão fofo :D
    :**
    www.the-girlss.blogspot.com

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  3. Achei emocionante e encorajante toda a sua experiência, quisera eu ter tido um planejamento ou dinheiro sobrando pra ter experienciado algo assim aos 15 que se resumiu em ir pra aula e ir pra casa. O melhor de tudo é que isso mudou você como pessoa, com certeza você amadureceu mais cedo e criou responsabilidades. Lindo os seus pais confiarem em ti a esse ponto e não serem noiados com as coisas da vida.

    Post lindo parabéns.

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  4. Li tudo. Até difícil de acreditar que tudo isso aconteceu numa viagem e o melhor! Você lembrou de todos os detalhes! Infelizmente eu não ganhei nada de 15 anos (minto, ganhei um churrasquinho no terraço). Mas não tive essa oportunidade de viajar pro exterior. Se eu pudesse iria sem pensar 2x.
    :*

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  5. Gostei do texto. Não deu vontade de parar de ler até o final. E você ainda lembrou vários detalhes. Eu queria não ter tido festa de 15 anos e ter viajado.
    Beijos, Aline
    http://24diasdeprimavera.wordpress.com

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  6. Tá aí uma coisa que eu queria muito ter feito, mas não podia porque eu era "mocinha de família" e não podia nem cortar as unhas sozinha e sem o consentimentos dos pais. :/

    Hoje eu corto as unhas com independência.

    Mas lendo a sua viagem eu fiquei imaginando todas essas situações, e tu de cabeleira loura ♥

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  7. Li tudo! Nossa, a questão de perder as fotos, eu choraria litros. >.< Mas percebo que foi uma experiência incrível para você, flor!
    bjos

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  8. Que lindo esse relato! Essa sensação de viajar é tão boa. Eu me senti com medo com 23 anos, imagina você que foi com 15. O que a gente ganha com isso é inexplicavel <3 adorei sua coragem!

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  9. Adorei o seu post, li cada palavra. Eu gosto muito de posts de viagem porque a partir deles "conheço" novos lugares, vejo os pontos turísticos e blablabla, mas nunca li um relato tão pessoal quanto o seu. Mostra um lado mais "humano" (lol, pra mim viagem é glamour -q) das viagens e incrivelmente legal. Ainda estou esperando para ter essa experiência

    Beijos, Vickawaii
    http://finding-neverland.zip.net

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  10. Esse post foi demais. Passou experiências que eu nunca imaginei, bateu um medo de viajar, vou ficar um mês fora também.
    Fiquei apaixonada por cada palavra. Uma pena que tenha perdido as fotos, acho o melhor jeito de poder voltar no tempo. Espero poder viajar tanto quanto você, com certeza é uma delícia!

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  11. Que corajosa você! Ficar um mês fora em um lugar xis com apenas quinze... eu tenho meus 23 e ainda sinto medo quando vou para praia sem ninguém muito conhecido. rs

    Acho que essas experiências são únicas e extremamente importantes para o nosso amadurecimento. Que pena que você perdeu as fotos... que bom que a nossa memória está livre de catástrofes eletrônicas. Que delícia de blog!

    Beijoca

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  12. Olá! Adorei seu blog, muito criativo! Excelente relato de viagem, deve ter sido uma experiência incrível e inesquecível.
    Também tenho um blog e gostaria que vc desse uma olhada. O endereço é: http://www.criticaretro.blogspot.com/ Passe por lá! Lê ^_^

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  13. Parece que eu estava contigo enquanto você escrevia isso, sabia? Acho que qualquer pessoa que já fez um intercâmbio, quando mais novo, sabe exatamente o que você está passando em alguns momentos ou ao menos, consegue imaginar, e foi assim que eu me senti.

    Essa coisa de ir, achar que nunca mais vai se acostumar com o Brazil e voltar pros braços da família amada. O contato com as pessoas que você jura que vai voltar, visitar, ficar próximo, mas nunca mais mantém. No máximo, olha as fotos na internet como se fossem pessoas de uma outra vida. As memórias que só fazem sentido pra ti, ou as músicas que pra maioria das pessoas é somente uma de algum verão e pra você, marcou uma época inesquecível. As fotos que hoje em dia não existem, ou quando olhadas nem parece que você quem tirou, mas a imaginação vindo e te mostrando como tudo aquilo foi real.

    E perceber que tudo foi inesquecível, da sua forma, e torcer pra ter viagens boas como essa, inesquecíveis como essa, mas nunca mais parecidas com ela. :)

    http://www.paleseptember.com

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  14. Adorei seu post. Muito corajosa em ir para outro país com apenas 15 anos. Gosto da sua forma de se expressar, faz com que me sinta fazendo parte de suas experiências.

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  15. Emilly: eu também tenho medo! mas aprendi a enfrentar meus medos. alguns, outros muitos ainda estão aqui, me assombrando! eu fui já sabendo um pouco de inglês, fiz curso a vida toda, mas a verdade é que isso não significa quase nada! quanto a se perder, acho que hoje em dia, com internet e wi-fi em tantos lugares, é muito difícil se perder. minha dica é: sempre ande com o seu endereço no bolso e com $ suficiente para poder pegar um táxi até ele. hahaha.

    Mari: exatamente, uma viagem para guardar pra vida inteira. obrigada por ter adicionado meu ícone lá! o seu já está aqui no meu blogroll <3

    Lully: é, acho que o principal foi isso mesmo: amadurecer. eu era tão centrada no meu mundinho, cheia de preconceitos idiotas, sabe? meus pais realmente foram maravilhosos. penso que confiar eles não confiavam, e eram noiados sim! mas eles são super cabeça aberta e acho que consegui mostrar pra eles que já era capaz de voar... =)

    Patricia: depois que postei e reli vi que tinha esquecido de muitas coisas ainda, acredita? hahaha. eu me considero muito sortuda por ter tido essa oportunidade maravilhosa. Mas acho que tudo tem seu tempo. Quando queremos muito uma coisa, ela vai acontecer. E aí quando acontecer, o gostinho vai ser outro, muito melhor. E ó, trocava fácil vários presentes que já ganhei na vida por um churrasquinho no terraço! hahaha.

    Aline Amorim: obrigada! pois é, sabe que eu nunca fui muito de festa assim? tenho preguiça! sempre gostei muito de ir, acho tudo lindo, mas eu fazer? blé, que função! hahaha.

    Amanda: sabe que eu nunca tive isso? acho que eu tive sorte de ter uma irmã mais velha que "abriu caminho" para mim! hahaha. meu, eu era loura, magra e bronzeada. :~ saudade dos meus anos de glória! hahaha.

    Srta. Vihh: olha, não vou mentir, foi uma desgraça perdeu as fotos! hahaha. mas eu tinha algumas impressas (nem metade, mas já é alguma coisa). E o pior? O meu amigo que foi comigo também perdeu todas as dele! Coisas que acontecem... Já superei (mentira, choro todas as noites. hahaha).

    Danni Rossi: mas eu sinto medo até hoje! e sabe o que eu penso às vezes? que virei tão dependente emocionalmente de pessoas que amo e que virei tão anti-social que não sei se faria isso tudo de novo sozinha, sabe? Hahaha. Fico me imaginando morando sozinha numa casa de família, com seres DESCONHECIDOS. omg, fico nervosa só de pensar! hahaha.

    Vickawaii: pois é, acho que essa viagem foi a mais pessoal minha mesmo. Tudo partiu de mim, tudo fui eu que escolhi, tudo eu que fiz, enfim... acho que tem um pouco a ver com o fato de eu não ter ido para fazer turismo também (isso foi uma consequência). gosto de pensar que morei lá :) por pouco tempo, mas morei.

    Juliana: boa sorte com sua viagem! penso que se você for sem medo a experiência não vai ser tão incrível e life changing!

    Flá Costa *: obrigada! <3

    Lê: obrigada! vou passar lá sim.

    Tany: olha, pessoalmente achei teu comentário muito melhor que o meu texto <3 você falou tudo o que eu não disse porque me faltaram palavras! <3

    Ana Paula Medeiros: obrigada!

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  16. Uma palavra que define esse post: incrível.
    Quantas experiências! Quero muito ter a oportunidade de viajar para outro país e passar por altas aventuras.

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infelizmente o blogger não tem uma plataforma muito boa de comentários, então se alguém tiver algum interesse em ver minha resposta tem que voltar aqui no post. Procuro responder todos!
Obrigada pelo feedback!!