livros de 2016 #1

9 de fevereiro de 2016
Então cês pediram (hahahaha, uma pessoa pediu) pra fazer resenha dos livros que leio.
Tá aí os últimos quatro livros que li e primeiros de 2016:
1. Sobre a Escrita - Stephen King
Descrição: Sobre a escrita — A arte em memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras. 
O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação.
Ao mesmo tempo um álbum de memórias e uma aula apaixonante, Sobre a escrita irradia energia e emoção no assunto predileto de King: literatura. A leitura perfeita para fãs, escritores e qualquer um que goste de uma história bem-contada. (fonte)

No fundo, bem no fundinho, Stephen King escreveu uma autobiografia mas não teve coragem para ser tão prepotente e chamar de autobiografia hahaha. Não quer dizer que não gostei porque eu gostei sim.
Fiquei impressionada o quanto um cara tão famoso quanto ele é pé no chão e normalzão. Não tem nada de, sei lá, excêntrico. Ele é gente como a gente, faz as mesmas coisas que a gente faz e não se considera nenhum gênio: escreve bem, foi atrás, deu sorte e é isso.
As dicas que ele dá para novos escritores são bem legais e aprendi bastante coisa, sem contar que ele indica alguns livros que me pareceram ótimos e já estão na minha lista de "quero ler".
Esse na verdade é o segundo livro que leio do Stephen King e gostaria de ter lido mais coisas dele antes de ler esse pra me situar melhor na história. Já tinha gostado do primeiro, gostei desse e estou me encaminhando para virar fã do cara :)

2. Não Conta Lá em Casa - André Fran
Descrição: Em 'Não conta lá em casa', André Fran relata suas andanças por lugares inusitados com o programa de TV homônimo. Escrito por André Fran, um dos quatro criadores e apresentadores da série homônima do Multishow, 'Não conta lá em casa' é um delicioso e fascinante relato pessoal de algumas das viagens que o autor fez com seus amigos de infância e de programa. No livro, André narra aventuras e curiosidades de alguns dos mais excepcionais e inusitados destinos que percorreu, como o Iraque ainda praticamente em guerra, a impenetrável Coreia do Norte, o Afeganistão dos talibãs, Tuvalu, a ilha-país prestes a sumir do mapa pelos efeitos do Aquecimento Global, além de Somália, Etiópia, o Japão logo após o tsunami, entre outros. Uma obra repleta de histórias que divertem e emocionam. Não conta lá em casa definitivamente não é mais um guia de viagens. No lugar de regras, reflexões. Em vez de mapas, panoramas. Dicas? O importante aqui são as lições de vida. Afinal, os destinos escolhidos não são apenas eletrizantes aventuras radicais, mas também impactantes histórias do mundo. (fonte)
Não sei em que circunstância decidi ler esse livro, provavelmente em algum vórtex que entrei no skoob pulando de resenha em resenha.
A ideia é falar sobre as viagens que o autor fez durante a gravação de um programa de televisão sobre destinos de viagem ~polêmicos~. A premissa já me incomoda um pouco: quatro caras privilegiados indo passear em algum lugar pobre com o apoio da Rede Globo. Eles fazem coisas nonsense tipo surfar no mar da Coréia do Norte. É só ler a ~descrição oficial~ do livro que encontrei na internet que já dá pra chorar sangue.
Como era de se esperar, ficou faltando profundidade e sobrando esteriótipos.
Segundo o autor, todos os povos que ele conheceu nessas viagens são acolhedores, amigáveis, sorridentes e simpáticos. Veja bem, estamos falando de países que estão em guerra, países cheio de extremistas religiosos, ditaduras, etc. Aham, acreditei. Dá a impressão que o cara ficou com tanto medo de soar preconceituoso que não quis falar nada de ruim de ninguém. Preguiça de quem não se posiciona.
Só pra vocês não acharem que eu sou malvada, deixo aqui um trecho do livro:
"Ficamos sabendo também que homem branco naquelas bandas era praticamente considerado como mulher. E, muitas vezes, acabava sendo estuprado sem cerimônia. Que beleza!" - tem tanta coisa errada que eu nem sei por onde começar.
Tem um outro trecho que ele fala de uma mulher que 'parecia querer arranjar um pretendente' porque estava com roupas curtas e, logo depois, fica alguns parágrafos descrevendo "a caça" do amigo (que ele diz ser uma "ave de rapina") dando em cima de uma novinha no aeroporto, que ele descreve como "presa ideal" que estava "afastada de seu bando", chamando ela de "fada sem asas" e outras barbaridades.
Blergs.
Depois de um tempo continuei a ler só pra poder odiar com propriedade mesmo, sabe? 
Pra não falar só coisas péssimas, me pareceu uma coisa que funcionaria na televisão, mas eu nunca assisti o programa. Como livro, apns pare.

3. O Lado Bom da Vida - Matthew Quick
Descrição: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele "lugar ruim", Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".
Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. (fonte)
Eu já tinha lido Perdão, Leonard Peacock do autor e tinha gostado bastante. Decidi ler esse porque queria dar uma chance para ~livros que nunca li mas já vi o filme~. Não gosto de ler coisas que já sei a história e muitos livros bons deixei passar por causa disso (Jogos Vorazes :~). Eu gostei bastante, mas não pude evitar de ficar na expectativa por coisas que apareceram no filme. A história é um pouquinho diferente, caso alguém queira saber. Independente disso, achei o livro muito bom.
Distúrbios psicológicos me interessam muito e gosto especialmente quando a história é contada do ponto de vista de quem tem. A gente não pode deixar de torcer pelo personagem e pelo esforço twisted dele em superar a doença. Achei que foi bem retratado também o quanto a família dele é afetada e o quanto no fundo ninguém sabe muito bem o que fazer e como tratar uma situação dessas.
Ainda quero ler Quase Uma Rockstar do mesmo autor, que na verdade não me interessou muito quando li a descrição, mas confio tanto no autor que quero ler mesmo assim :)

4. Americanah - Chimamanda Ngozi Adichie
Descrição: Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. 
Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência. (fonte)
Invejo feroz quem faz resenhas boas que deixam a gente com muita vontade de ler um livro, tipo a Anna Vitória do blog So Contagious, que em um único post adicionou tipo quinze itens na minha lista de 'quero ler'. Americanah foi um deles e ainda tô meio impactada com o tanto que gostei desse livro. Tipo de livro que a gente fica enrolando pra terminar de ler porque não quer que acabe.
Chorei quando acabou e tudo, um pouco porque fiquei órfã do livro, mas muito porque o final é muito emocionante mesmo.
A autora trata de assuntos difíceis com uma sensibilidade única, cutucando delicadamente feridas que todo mundo gosta de fingir que não existem. O livro faz a gente repensar diversas coisas que a gente acha que sabe sobre o mundo.
Também gostei de saber mais sobre a cultura nigeriana, um país sobre o qual sabia quase nada. 
Depois li "sejamos todas feministas", que é na verdade uma adaptação escrita de um discurso famoso da autora que virou até música da Queen B (a Beyonce, gente, não a Blair) e só consigo dizer: que mulher! PQP.

Observação:
Eu não acompanho muitos blogs de literatura e geralmente pulo resenhas aleatórias em blogs que leio porque gosto da surpresa de não saber quase nada da história quando começo a ler alguma coisa. O que gosto de verdade é lde resenhas de livros que já li pra ver se a outra pessoa teve as mesmas sensações que eu lendo o mesmo livro. Então decidi fazer essas resenhas em que não falo muito da história, só impressões que tive ao ler e basicamente o que achei do livro. Pra não ficar completamente random, coloquei a descrição oficial do livro.
Me digam se vocês gostam desse formato de resenha :)

8 comentários:

  1. Gostei das resenhas! De todos só li O Labo Bom Da Vida e gostei bastante, bem mais que o filme. Mas detestei Perdão, Leonard Peacock. hahaha

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    1. Aiii eu achei o Leonard tão adorável que li o livro todo em tipo um dia pq queria saber o que ia acontecer com ele. Queria inclusive que virasse filme #)

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  2. KING, UM MILHÃO DE VEZES, amo esse homem de paixão e senti exatamente isso que você disse, ele é muito pé no chão, um cara gente como a gente, que é casado com a mesma esposa há séculos e fizeram disso a melhor união possível (adoro como ele retrata a esposa dele com carinho), pra mim ele é um artista completo, me sensibilizei muito com a história de vida dele e por tudo o que ele passou e isso me fez o admirar cada vez mais! Você precisa ler conta comigo é maravilhoso, Joyland também é maravilhoso, escuridão total sem estrelas (é bem pesado, mas é fantástico) e Misery, nossa esse livro é divino
    Um bjo

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    1. Miga foi lor tua causa que li Stephen King sabia? Tu me indicou num post aqui do blog ;))) obrigada!
      É muito fofo o carinho dele com a esposa mesmo.
      O problema dele é esse né, tem tanto livro que a gente fica confuso na hora de escolher um hahaha vou dar uma olhada nesses que tu disse ;*

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  3. Li Sobre a Escrita ano passado e fiquei completamente apaixonada pelo livro. Sempre tive um problema com o titio King: não conseguia terminar de ler seus livros. A narrativa extremamente detalhista me incomodava - coisa que, by the way, a maior parte dos escritores americanos faz: uma narrativa detalhista ao extremo - e eu largava os livros pela metade. Até ler esse. Aí titio King e eu nos entendemos, pude compreender sua dinâmica e já li outros de seus livros. Muito amor. ♥

    Já O Lado Bom da Vida li há alguns anos porque havia adorado o filme, descobri que existia um livro no qual o mesmo foi baseado e fui atrás. A M E I. Há coisas diferentes do filme, sim, contudo ambos são excelentes e mal posso esperar pra ler outras coisas do autor.

    Ainda não tive o prazer de ler Americanah, mas já sei que vou amar.

    E do outro quero passar longe - apesar de também ter essa coisa de ler pra odiar com propriedade, hahahaha

    Gostei desse formato de resenhas. É bem dinâmico e funciona.
    Criei um formato lá pra o meu blog também porque percebi que falava coisas demais e né, no spoilers. Tem funcionado.

    ~aguardando as resenhas de fevereiro~

    ;*

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    1. Me incomoda um pouco narrativas detalhistas, mas acho que no caso de terror especificamente funciona porque acaba ~criando uma tensão~. Pensa nas gêmeas de O Iluminado e se elas seriam tão assustadoras se não tivesse o corredor, o papel de parede creepy, as roupinhas...
      Hahaha é bom odiar com propriedade, né? Eu já falei mais desse livro do que qualquer outro que já li na vida acho. Gosto de ruminar raivinha <3
      Eu me esforço muito pra não dar spoilers nas resenhas porque odeio muito quando alguém dá hahaha
      Acho que vou fazer resenha de quatro em quatro livros ao invés de mensal, tipo quando finalizar quatro livros faço, porque se não vou acabar me sentindo fracassada se ler só um livro no mês hahaha

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  4. Adorei a ideia, até agora só consegui ler dois livros, vamos que vamos!

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    1. Ahhh mas em menos de 2 meses já ter lido 2 livros é uma média bem boa :))

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infelizmente o blogger não tem uma plataforma muito boa de comentários, então se alguém tiver algum interesse em ver minha resposta tem que voltar aqui no post. Procuro responder todos!
Obrigada pelo feedback!!

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